<-- Google Tag Manager --> Exercícios Após Cirurgia: O Que Fazer no Pós-Operatório

 

Método MohaPós-operatório de CirurgiasRecuperação Pós-operatóriaApós a cirurgia, o que posso fazer? Exercícios simples que aceleram sua recuperação

25/12/20250
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Após uma cirurgia, é natural surgirem dúvidas: o que posso fazer? Quais movimentos devo evitar? Como respirar, caminhar ou levantar da cama com segurança?

Essas inseguranças são frequentes nos primeiros dias do pós-operatório. Muitas pacientes chegam ao consultório com receio de se movimentar, respirar profundamente ou realizar atividades simples da rotina.

No entanto, quando corretamente indicados, alguns exercícios simples, seguros e importantes podem contribuir para a recuperação, favorecer a respiração, estimular a circulação e reduzir o risco de complicações relacionadas à imobilidade.

Essas orientações fazem parte da rotina de acompanhamento no IFISP e são adaptadas conforme o tipo de cirurgia, a fase da recuperação e as condições clínicas de cada paciente.

Movimentar-se faz parte da recuperação

O repouso é importante após uma cirurgia, mas isso não significa permanecer completamente imóvel.

A ausência de movimento por períodos prolongados pode dificultar a expansão pulmonar, reduzir a circulação, aumentar o desconforto e favorecer o acúmulo de edema.

Por isso, quando há liberação da equipe responsável, movimentos leves e orientados podem ser incorporados gradualmente à rotina.

O objetivo não é fazer esforço, mas ajudar o organismo a recuperar suas funções com segurança.

1. Exercício de expansão pulmonar

Inspire lentamente pelo nariz e solte o ar pela boca, sem pressa. Durante a respiração, perceba a expansão do tórax e o movimento suave do abdômen, respeitando o limite permitido pela cirurgia.

Esse exercício pode contribuir para:

  • melhorar a expansão dos pulmões;
  • favorecer a oxigenação do organismo;
  • reduzir a sensação de respiração curta;
  • auxiliar na prevenção de complicações respiratórias;
  • promover relaxamento e consciência corporal.

A respiração deve ser confortável e não pode provocar dor intensa, tontura ou falta de ar.

2. Movimento suave dos braços

Associar a respiração a movimentos leves dos braços pode estimular a mobilidade do tórax e das costelas, facilitando uma respiração mais ampla.

Uma possibilidade é inspirar enquanto os braços são elevados suavemente até a amplitude permitida e expirar durante o retorno.

O movimento deve ser:

  • lento;
  • controlado;
  • sem compensações;
  • sem esforço brusco;
  • e adaptado ao tipo de cirurgia realizada.

Após cirurgias de mama, tórax ou braços, a amplitude precisa ser definida com ainda mais cuidado. A paciente não deve forçar o movimento nem tentar alcançar rapidamente a mobilidade que tinha antes da cirurgia.

3. Exercícios para ativar a circulação

Nos primeiros dias de menor mobilidade, movimentos simples dos pés e tornozelos ajudam a estimular a circulação dos membros inferiores.

Um exemplo é elevar os calcanhares, permanecendo na ponta dos pés, e retornar lentamente. O exercício também pode ser realizado na posição sentada, conforme a condição da paciente.

Outras possibilidades incluem:

  • movimentar os tornozelos para cima e para baixo;
  • realizar pequenos círculos com os pés;
  • alternar suavemente a flexão e a extensão dos joelhos;
  • realizar caminhadas curtas quando houver liberação.

Esses movimentos podem favorecer o retorno circulatório, reduzir a sensação de peso nas pernas e diminuir os efeitos da imobilidade.

Os exercícios auxiliam na prevenção, mas não substituem as medidas médicas indicadas para reduzir o risco de trombose.

4. Caminhadas leves e progressivas

Quando autorizada, a caminhada leve é uma das atividades mais importantes no pós-operatório.

No início, pequenos trajetos dentro de casa já podem ser suficientes. O tempo e a distância devem aumentar gradualmente, de acordo com a tolerância da paciente.

Durante a caminhada, é importante observar:

  • a postura orientada para o procedimento realizado;
  • a presença de tontura ou fraqueza;
  • o aumento da dor;
  • a sensação de falta de ar;
  • o comportamento da ferida e dos drenos;
  • a necessidade de apoio ou acompanhamento.

A caminhada não deve ser utilizada como teste de resistência. O objetivo inicial é estimular o organismo de forma gradual e segura.

5. Como levantar da cama com mais segurança

Levantar-se de maneira brusca pode aumentar a dor, gerar tensão sobre a região operada e provocar tontura.

De forma geral, a paciente pode ser orientada a:

  1. dobrar os joelhos, quando permitido;
  2. virar o corpo para o lado em bloco;
  3. aproximar-se da lateral da cama;
  4. usar os braços como apoio, respeitando as restrições cirúrgicas;
  5. sentar-se lentamente;
  6. aguardar alguns segundos antes de ficar em pé.

Essa orientação deve ser adaptada ao procedimento. Após cirurgias abdominais, mamárias ou associadas, a estratégia pode precisar de ajustes específicos.

Exercícios simples não significam exercícios sem critério

Mesmo movimentos considerados leves precisam ser orientados de acordo com o quadro clínico.

Antes de recomendar um exercício, o profissional deve considerar:

  • o tipo e a extensão da cirurgia;
  • o tempo transcorrido desde o procedimento;
  • a condição da ferida operatória;
  • a presença de drenos;
  • a intensidade da dor;
  • a capacidade respiratória;
  • a mobilidade da paciente;
  • as orientações do cirurgião;
  • e a presença de sinais de alerta.

O exercício adequado para uma paciente pode não ser indicado para outra, mesmo quando ambas realizaram cirurgias semelhantes.

Quando interromper o exercício

A atividade deve ser interrompida quando provocar ou estiver acompanhada de:

  • dor intensa ou progressiva;
  • falta de ar;
  • tontura ou sensação de desmaio;
  • palpitações;
  • sangramento;
  • aumento repentino do edema;
  • alteração importante na ferida;
  • dor ou aumento de volume em uma das pernas;
  • qualquer sintoma diferente do esperado.

Nessas situações, a paciente deve interromper a atividade e entrar em contato com a equipe responsável.

Orientação individualizada é essencial

Cuidar do corpo no pós-operatório faz parte da recuperação. Respiração, circulação, postura e mobilidade precisam ser estimuladas, mas sempre dentro dos limites de cada fase.

Não existe uma sequência universal de exercícios que possa ser aplicada automaticamente a todas as pacientes.

A conduta segura é aquela baseada em avaliação, orientação profissional e progressão individualizada.

No pós-operatório, movimentar-se com segurança é diferente de fazer esforço.

O exercício deve favorecer a recuperação, respeitar o procedimento realizado e ser ajustado à resposta de cada paciente.

Para profissionais: aprenda a orientar com segurança

Para fisioterapeutas e profissionais da saúde, não basta conhecer uma lista de exercícios. É necessário compreender quando indicar, como executar, quais adaptações realizar e quando interromper a atividade.

Nas formações práticas do IFISP, o profissional desenvolve habilidades como:

  • avaliação do movimento no pós-operatório;
  • identificação de compensações e limitações;
  • correção de vícios de pressão e manuseio;
  • ajuste da amplitude e da profundidade das técnicas;
  • orientação de exercícios respiratórios e circulatórios;
  • progressão segura da mobilidade;
  • aplicação correta das condutas;
  • análise clínica com pacientes reais;
  • reconhecimento de riscos e sinais de alerta;
  • tomada de decisão individualizada.

A proposta não é apenas ensinar o profissional a executar. É desenvolver a capacidade de avaliar, decidir e conduzir cada fase da recuperação com segurança e excelência.

Formação prática em pós-operatório de cirurgias plásticas

No Curso de Raciocínio Clínico no Pós-Operatório de Cirurgias Plásticas, o profissional aprende a:

  • conduzir a drenagem com objetivos clínicos definidos;
  • auxiliar no controle do edema e da dor;
  • prevenir e tratar alterações teciduais dentro de sua competência;
  • identificar riscos e sinais de alerta;
  • diferenciar situações que exigem mudança de conduta;
  • compreender a recuperação nas diferentes fases;
  • abandonar protocolos automáticos;
  • desenvolver raciocínio clínico e autonomia profissional.

As atividades práticas permitem observar, avaliar e discutir casos reais, com acompanhamento direto da fisioterapeuta mestra e especialista em pós-operatório de cirurgias plásticas Iranilda Moha.

Aqui, você não aprende apenas a fazer. Você aprende a fazer certo, com critério, responsabilidade e consciência clínica.

Desenvolva sua prática no pós-operatório

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Iranilda Moha
Fisioterapeuta Mestra
Especialista em pós-operatório de cirurgias plásticas
Fundadora do IFISP e criadora do Método Moha
📍 Cascavel – Paraná


Observação: este conteúdo possui finalidade educacional e não substitui a avaliação individual, as orientações do cirurgião ou o acompanhamento da equipe responsável. Os exercícios devem ser realizados somente quando autorizados e adaptados às condições de cada paciente.

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